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Postado em 01 de Fevereiro às 15h53

Mensageiro Seguro 985

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Brumadinho pode ser exemplo de falha em gerenciamento de risco

O desastre de Brumadinho segue com um prejuízo ainda incalculável para as seguradoras e resseguradoras. Segundo informações divulgadas na Coluna Broadcast do Estadão, a Vale tinha apólices vigentes com a com Chubb, e Swiss Re para danos patrimoniais e lucros cessantes, nas quais o resseguro estava sendo feito pelo IRB Brasil. Já a responsabilidade civil estava com a Allianz, que teria que arcar com indenizações sobre as perdas que extrapolem as dimensões da mineradora. A coluna ainda diz que as apólices envolviam também as corretoras Aon e Willis.
Um projeto de lei que endureceria regras para mineradoras está parado há mais de um ano na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O texto prevê regras mais rígidas de licenciamento ambiental para a criação de novas barragens, endurece a fiscalização sobre as já existentes, a realização de uma audiência pública com as comunidades diretamente afetadas pela construção das novas barragens e proíbe a construção em áreas de mananciais ou povoadas.
Para o especialista em gerenciamento de risco Gustavo Cunha Mello, em grandes eventos como esse – que trazem à tona certificados de qualidade duvidosa e têm enormes falhas profissionais – o mercado segurador costuma se retrair. “Com grandes indenizações, vamos saindo de um mercado soft para um hard. Os preços tendem a subir e as exigências a aumentar. É natural que a seguradora mande uma vistoria mais capacitada e que duvide até dos certificados que a empresa apresenta – nesse caso a mineradora”, diz.
Com a apólice fechada, a Chubb, a e a Swiss Re devem arcar com as despesas referentes à planta, à ferrovia, aos trens e a tudo que estava intramuros (nas dependências da empresa) e foi danificado. Segundo Mello, a mineradora ainda tinha apólices de seguro de vida fechadas com a Bradesco Seguros. “Por meio desse contrato, serão indenizados todos os funcionários da Vale”. Já o seguro de RC pagará as indenizações às vítimas extramuros (todos que moram nos arredores e foram vítimas, serão consideradas as vidas perdidas e os bens materiais prejudicados).
“Ainda nem falamos do evento ambiental. O terreno terá que ser avaliado, a qualidade da lama será colocada a prova. Temos que saber o que tem nela, se há ou não recuperação, se é ou não estéril – como disse o presidente da vale”, explica Mello. Ele conta que havendo o dano ambiental, este será considerado difuso, pois se estende aos interesses do governo e da população, referindo-se a um bem nacional. “Os governos estadual e federal receberão uma indenização da Vale. Não importa se a empresa tem o seguro ambiental ou não. Caso tenham uma apólice, podem até vir a se ressarcidos posteriormente, mas o certo mesmo é que terão algum custo”.
Já há algumas ações na justiça envolvendo o Ministério Público, o governo de Minas Gerais, a prefeitura de Brumadinho e o governo federal, que penhoraram 45% dos bens do caixa da Vale, cerca de R$ 11 bilhões – atualmente, a mineradora detém R$ 24 bilhões no caixa. “Esse montante será penhorado de forma preventiva para que a empresa arque com as despesas que serão calculadas posteriormente”, ressalta Mello.
Ele acredita que pouca coisa mudou do ponto de vista das seguradoras e resseguradoras desde o acontecido em Mariana, quando houve um rompimento de barragem que deixou 19 pessoas mortas e acarretou em perdas milionárias para a Vale. (A barragem de Fundão teve de 43,7 milhões de metros cúbicos de lama de rejeito vazados. Já em Brumadinho, foram vazados 12 milhões de metros cúbicos, mas já são 110 perdas fatais e ainda restam pelo menos 238 pessoas desaparecidas). “Isso se dá pela grandiosidade do mercado de barragens, são quase 24 mil apenas no Brasil, sendo 800 delas apenas de mineração. A fiscalização feita pelo órgão público é incompleta”, explica o especialista, “É um trabalho hercúleo. Vamos supor que sejam vistoriadas mil por ano, o fiscalizador só conseguiria voltar lá 24 anos depois. É uma conta que não fecha”.
Para o desastre atual em Brumadinho, de acordo com informações do jornal Valor, as seguradoras estimam inicialmente perdas de US$ 4,5 bilhões. Entretanto, ainda é cedo para afirmar a precisão deste número.
Para Mello, a solução é a autovistoria. A fiscalização deve ser feita pelos donos, para que eles sejam punidos na pessoa física caso algo ocorra. “No momento em que eles se responsabilizarem, vão tratar melhor do negócio. Hoje o presidente da Vale pode dizer: ‘Eu não cuido de barragens. Eu não sou engenheiro. Eu tenho aqui o laudo dizendo que está tudo certo. Então, eu não tenho culpa’”.
O especialista ainda propõe a criação da lei Sarbanes-Oxl (SOx) no Brasil. Surgida nos Estados Unidos, ela assegura a responsabilidade corporativa das organizações com seus investidores e acionistas. “Precisamos criar a SOx da mineração, para que todos os executivos das empresas assinem. Se tiver algo errado, o presidente será responsabilizado e, eventualmente, pode até ser preso. Temos que fugir de laudos fictícios que apenas atendem a uma burocracia”. Fonte: Segs

Liderança tóxica: a influência poderosa do medo

As emoções contagiam. Quando uma pessoa despeja sob nós seu lixo tóxico, ativa nossos circuitos que provocam essas mesmas emoções angustiantes. Adquirimos emoções negativas da mesma forma que contraímos uma infecção viral por rinovírus, por exemplo, e esse contágio pode provocar o equivalente emocional de um resfriado de verdade. Talvez você já tenha passado por isso.
Daniel Goleman explica que existe um subtexto emocional em toda e qualquer interação, o que vai gerar a chamada economia emocional: os ganhos e perdas interiores que vivenciamos com algumas pessoas, em uma determinada conversa. E, às vezes, a conversa nem é sua, mas você passou por ali e respirou uma fumaça daquele lixo tóxico para você, já foi suficiente para mexer com o seu emocional, dependendo do seu dia.
São essas as experiências cotidianas que nos fazem deixar o cérebro praticamente em eterno estado de alerta. Essa maior vigilância aumenta a nossa atenção para as dicas emocionais transmitidas por outras pessoas. Isso faz aumentar o contágio.
Esta resposta é provocada pela ação da amígdala cerebral que gera a reação de luta, fuga ou inércia, diante do perigo. E o medo é a emoção que mais estimula a amígdala. Quando ativada pelo alarme, o circuito da amígdala ativa postos-chaves do cérebro, orientando os pensamentos, atenção e percepção para o que provocou o medo. Automaticamente fica-se mais atenta à expressão facial das pessoas que estão ao redor, em busca de sorrisos ou sinais de desaprovação para que se possa interpretar melhor os sinais de perigo.
Dean Buonomano, professor de Neurobiologia e Psicologia do Brain Research Institute da Universidade da Califórnia, traz a seguinte questão no livro “O Cérebro Imperfeito”: por que o medo exerce uma influência tão poderosa?
Na História Renascentista, Maquiavel já aconselhava os príncipes de que era melhor ser temido do que ser amado, uma vez que o medo fabricado fornecia uma poderosa ferramenta para controlar as grandes massas, garantir a lealdade e justificar guerras.
Para Buonomano, a resposta está na capacidade de o medo se sobrepor à razão. Ele explica que boa parte do nosso circuito do medo foi herdado de animais sem muita parte frontal, com pouco córtex pré-frontal, responsável pelas funções executivas, incluindo tomadas de decisões, atenção, comando de atos e intenções.
Nossas ações parecem representar um projeto em equipe: envolvendo as áreas cerebrais mais antigas como a amígdala e os módulos frontais mais novos. Juntas, essas áreas podem chegar a algum consenso em relação ao compromisso apropriado entre emoção e razão.
Porém, Buonomano observa que esse equilíbrio depende do contexto e, em alguns momentos, pode se inclinar bastante na direção das emoções, visto que já sabemos que o número de conexões que saem da amígdala em direção às áreas corticais é maior do que a quantidade das conexões vindas do córtex que chegam até a amígdala.
Não resta dúvida de que em muitos casos, ainda em nossos tempos, os medos sejam amplificados e distorcidos a ponto de serem completamente irracionais. Uma das situações mais estressantes que um indivíduo pode passar é ter um líder abusivo, obcecado por poder. Relacionamentos tóxicos ou negativos fazem mal, e ao longo do tempo podem funcionar como um lento veneno para o seu organismo. Alessandra Assad - master em neuromarketing, mestre na FGV

A responsabilidade das empresas em catástrofes e crimes ambientais

A quebra da barragem na cidade de Brumadinho, em Minas Gerais, fez centenas de vítimas fatais, muitas delas trabalhadores da empresa Vale, responsável pelo ocorrido.
Uma questão levantada é sobre a responsabilidade da empresa Vale, principalmente perante seus empregados que morreram ou se machucaram no episódio, haja vista que além de serem as vítimas, são as que estavam sob cuidado da empresa durante a prestação de serviços.
O acidente do trabalho, para que seja configurado, precisa que haja provas de culpa da empresa, relação entre o ocorrido e a lesão ou morte do empregado e, ainda que tenha de fato gerado dano. No entanto, todos esses requisitos podem ser desconsiderados se a atividade prestada pelo empregado for atividade de risco.
No caso do acidente ocorrido em Brumadinho o risco era evidente, não apenas pelo fato de ter ocorrido ou não a fiscalização e manutenção da barragem, mas também pela localização que a empresa se encontrava. Alguns trabalhadores ficavam muito próximos às barragens, outros na parte administrativa e todo o percurso dentro da empresa ou mesmo para se chegar a ela, eram próximos a barragem que se rompeu.
O risco era claro, ainda mais com o histórico ocorrido em Mariana, também em Minas Gerais, em que muitas pessoas foram vítimas, além dos trabalhadores daquela mineradora.
Levando em conta isso, não é necessário que se mostre culpa da empresa para que se enquadre como acidente do trabalho, e não só por esse motivo, também pelo fato de que nossa Constituição prevê que em acidentes relacionados ao meio ambiente não é necessário que tenha culpa para que haja a condenação em indenizações.
No caso dos trabalhadores, caberá ao Ministério Público do Trabalho ajuizar ação coletiva para que a empresa pague pelos danos, tanto que esse órgão já solicitou à Justiça o bloqueio de valores para pagamento de indenização e salários dos empregados envolvidos no acidente.
Os trabalhadores que forem vítimas da tragédia e sobreviverem a ela terão direito a indenização por danos morais e materiais e ainda uma estabilidade no emprego de 12 meses contados do seu retorno ao posto de trabalho.
No entanto, os empregados que forem vítimas fatais desta catástrofe, suas famílias deverão receber indenização por danos morais e materiais, e ainda devem receber pensão vitalícia com valor que levará em conta a duração provável da vida da vítima, caso comprovem que dependiam economicamente do empregado que faleceu. A indenização também deverá abarcar as despesas com eventuais tratamentos, seu funeral e o luto familiar.
A empresa Vale, se vendo obrigada a ressarcir o danos que causou a seus empregados e demais pessoas, se comprometeu a oferecer 100 mil reais a cada família atingida pelo acidente, independentemente de outras indenizações que devem ser concedidas pela justiça. Além disso, a empresa já tem mais de 11 bilhões de reais bloqueados na justiça para que sejam pagos todos os danos, tanto às pessoas, como a reparação do território que sofreu com o rompimento da barragem. Também será liberado aos empregados o saque do FGTS, no valor de até R$ 6.220,00 para amparar os que sofreram com esta catástrofe.
Destaca-se, por fim, que a reforma trabalhista pode afetar drasticamente o caso de Brumadinho, isto por que passou a prever uma tabela de valores para indenizações, com base no salário que o empregado recebe e, assim, se um gerente faleceu no acidente, a família deste pode vir a receber uma indenização muito maior do que um funcionário com salário inferior. A questão da validade dessa parte da lei está sendo muito discutida nos Tribunais, mas até que se tenha um parecer final, pode ocorrer o pagamento de forma discriminatória aos empregados.
Até o momento, tanto a empresa como o Governo de Minas Gerais tem mostrado que estão aptos a indenizar e cuidar de quem sofreu com o ocorrido, o que nada mais é do que obrigação, já que a empresa é responsável pelos danos que causa, e o Estado pela fiscalização. Fonte: Segs


Saúde
Apenas 5 minutos

Apenas cinco minutos de caminhadas intercaladas no trabalho podem fazer muito por sua saúde. Trabalhar por horas sentado aumenta o risco de doenças cardiovasculares e metabólicas, devido ao acúmulo de colesterol e gordura abdominal propiciados, inclusive, pela posição sentada.
Quando nos sentamos, os músculos se contraem para ajudar a bombear adequadamente o sangue para o coração. Dessa forma, o sangue acaba se acumulando nas pernas.
De acordo com estudo realizado pela Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, ficou claro que a postura sentada prolongada prejudica a função endotelial, que é um indicador precoce de doença cardiovascular.
A sugestão da equipe de pesquisa é que de tempo em tempo haja interrupção da posição. Intervalos de apenas cinco minutos a cada uma hora para curtas caminhadas, por exemplo, podem prevenir doenças do coração, tornando o corpo mais saudável. Fonte: Viva Saúde

Orientação segura
Sobre a inveja

Seu amigo cresceu? Fique feliz por ele.
O poder de compra de alguém é maior que o seu? Fique feliz por ele e trabalhe para evoluir.
Ficou para trás? Não adianta ficar revoltadinho. Aprenda com seus erros.
Você pode ser o que quiser. Invejando, você não chegará a lugar algum.
Por quê? A inveja vai consumir sua alegria. A inveja vai corroer sua criatividade. A inveja vai destruir sua paz. A inveja vai roubar sua inspiração. Ela vai tirar seu protagonismo. A inveja vai amargar sua vida. Ela vai querer lhe reduzir a um fracassado invejoso.
Agora, desejar conquistar o mesmo que os que estão crescendo não é inveja. É usá-los como referência. No entanto, ficar triste, revoltado, com raiva ou com qualquer sentimento desse gênero pelo sucesso alheio, sim, isso é um dos sentimentos mais mesquinhos da raça humana: a inveja.
Ficar feliz e motivado diante das diferenças é condição para evoluir. Fonte: Geração de Valor

Ação Positiva
"O homem não é uma criação das circunstâncias. Elas é que são criações do homem." Benjamin Disraeli

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